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Uma palavra define bem os Cabezas Flutuantes: DESEJO!

Projeto, coletivo, banda, fuzuê, bonde, grupo, rolo, quizumba, flutuantes, pairar, agitar, navegar, balançar, inquietar, oscilar!

 

O projeto surgiu em 2011 movido pelo desejo de experimentar a mistura de instrumentos não convencionais como sintetizadores DIY, texturas e sons de objetos do cotidiano, dentro do universo canção. Idealizado por Carou Araújo, humana inquieta, ansiosa po encontros, é bichinho da cisma que provoca a ação do abandono da zona de conforto, da total entrega à liberdade de se desafiar, absorver novas personalidades, ouvir novas cores, misturar linguagens e se reinventar.

 

Em outubro de 2013 foi lançado o primeiro álbum, “Registro”, nas plataformas digitais. O trabalho uniu artistas de várias partes do mundo materializadas em 32 pessoas do universo afetivo de Carou. As musicas foram montadas como quebra Cabezas, sem ensaios prévios e extendendo total autonomia a todxs os participantes de transpor a rotina. A estética sonora deste trabalho traz influências que vão do folk à Tropicália.

 

Para realização do primeiro show foi necessária a seleção de uma banda base, já que nem todas as pessoas que gravaram poderiam participar presencialmente. Este re-arranjo revelou ao público experiências sensoriais singulares tanto em se tratando de sonoridade como em estética visual, culminando em um show repleto de encontros, provocações estéticas e originalidade.

 


Em março de 2016 inaugura-se o álbum “Experimental Macumba”, caracterizado por um mergulho nas influências latino-americanas, em ritmos como cumbia, guitarrada, axé, samba, sem perder a essência Flutuante, contando com experimentos mais ousados. As composições apresentam, em sua maioria, a parceria firmada entre Carou Araújo e Fábio Cardelli – que também assinam a produção do trabalho. Contudo, ainda traz parcerias instigantes como no axé “Pega Pega”, doce colaboração com musico mineiro, Minimalista e “Rela”, com a interpretação vocal única de Rafael Castro. O disco também revela a proposta de uma abordagem mais politizada de assuntos comuns ao imaginário contemporâneo brasileiro.

 

O pré-lançamento deste novo trabalho se deu em Austin, nos EUA, no Festival SXSW, em seguida realizaram uma turnê no centro-oeste e, depois de um hiato de 1 ano, se reunirão para integrar a programação do CineOP2018, onde dividiram palco com a cantora Karina Buhr em um show com a temática Tropicália.

 

Em 2019 os Flutuantes se estabeleceram como um núcleo fixo formado por Carou Araújo, Diego Hemétrio, Paim e Alfredo Francis, e iniciaram a composição de um novo álbum a ser lançado em 2020.
A busca constante por novos desafios, traz novas composições concebidas a partir da parceria entre Carou Araújo e Diego Hemétrio, que assinam 3 das 4 faixas, contanto ainda com a contribuição de Alfredo Francis em “Axé do Desgosto” e Vicente Coelho em “Eu não resisto”. Entretanto, um dos grande destaques é o mantra hipnotizante “Amores Líquidos“ composta por Paim. São canções que carregam as personalidades de cada músico de forma muito pungente, e ao ganhar corpo coletivamente, partindo da premissa do desapego em relação à chancela de autor, se tornam canções surpreendentes.

 

Tradicionalmente, tudo nos Cabezas Flutuantes pode mudar a qualquer minuto. Diante disso, as conversas sobre os novos elementos sonoros, conceito do trabalho, surgiu a proposta de traduzir os arranjos orgânicos (que passeavam entre axé, brega e rock) para a linguagem dos beats eletrônicos elaborados pelo produtor Vicente Coelho (Banda Biltre).

 

Com um boa dose de bom humor, o EP “Eu Não Resisto” expõe assuntos ligados a desejos e desabafos diante da realidade atual, em contraponto trabalha o sensualismo no limiar do humor, lida com a necessidades transformar desassossego em leveza, de aprender a rir das próprias desventuras e reafirmar o ponto de vista de quem crê que no deboche como forma de revolução.

 

Seguimos Criando!

 

Resistiré!